SOBRE AS EDUCADORAS
Fernanda de Santana
Fernanda de Santana é arte-educadora, formada em Pedagogia, dançarina e percussionista do grupo Umoja, coletivo Afoxé Omodé Obá. Nascida em Itabuna, Bahia, veio para São Paulo (Zona Sul) com sua mãe para buscar uma boa estabilidade com sua família. Atua como professora de música no Ateliê Escola Acaia, oficineira, produtora musical e sub-regente no Baque Atitude, onde também é ritmista, formadora e palestrante. Dedica-se à educação popular e ao fortalecimento de identidades periféricas por meio da arte e cultura.
Kelly Shirlayne
Kelly Shirlayne — mais conhecida como Tia Kelly — é educadora social, batuqueira e regente do grupo Baque Atitude. Nascida em Jaboatão dos Guararapes, em Recife, e criada na quebrada do Jardim Ibirapuera, em São Paulo, é uma referência na luta pela valorização da juventude preta e periférica. Brinquedista de formação, formada em ABA e estudante de Serviço Social, atua há mais de 15 anos com projetos que promovem o acesso à cultura, fortalecem a identidade e evidenciam os potenciais da juventude em territórios periféricos. Seu sonho é criar uma ONG que seja sede do Maracatu Baque Atitude, um espaço de acolhimento e formação para jovens, onde a cultura popular seja ferramenta de transformação e pertencimento. Deseja também realizar um intercâmbio para levar o grupo Baque Atitude até Recife, para que possam vivenciar, na raiz, o Carnaval dos maracatus-nação de baque virado. Além de tudo isso, é mãe de Anna Jullia, que desde o ventre carrega a força da cultura popular.
SOBRE O BAQUE ATITUDE (@baqueatitude)
A oficina de maracatu do Baque Atitude oferece um espaço para aprender e compartilhar saberes, onde cada participante é convidado a explorar o maracatu como ferramenta de transformação pessoal e coletiva. Em sintonia com o conceito de Sankofa, a oficina propõe uma jornada de resgate e aprendizagem, onde o passado das tradições culturais se encontra com o presente para gerar novos caminhos. Os participantes, sejam iniciantes ou experientes, aprenderão sobre o ritmo, os instrumentos e a história do maracatu, e como esses elementos são fundamentais para fortalecer a identidade e a união da comunidade. Aqui, o batuque vai além da técnica — é sobre construção de memória e a troca de experiências que nos impulsionam para o futuro.

