SOBRE OS EDUCADORES
Antonio Nóbrega é músico, dançarino, cantor, compositor e ator, Antonio Nóbrega nasceu em Recife, em 1952. Sua iniciação artística veio pelo violino, instrumento que sempre o acompanha em suas diversas atividades artísticas desde então.
Entre 1968 e 1970, integrou a Orquestra de Câmara da Paraíba e a Orquestra Sinfônica do Recife. Em 1971, a convite do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014), ingressou no Quinteto Armorial, grupo precursor na criação de uma música de câmara brasileira de raízes populares.
Fruto de seu envolvimento com o universo da cultura popular brasileira no Movimento Armorial, a partir de 1976, começou a desenvolver um estilo próprio de criação em artes cênicas e musicais.
Em 1985, foi contratado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para trabalhar como professor de danças regionais brasileiras no Departamento de Artes Corporais do Instituto de Artes (IA), onde atuou até 1991.
Ao longo de 50 anos, criou e dirigiu espetáculos como “A Bandeira do Divino”, “A Arte da Cantoria”, “O Maracatu Misterioso”, “O Reino do Meio-Dia”, “Figural”, “Brincante”, “Lunário Perpétuo”, “Nove de Frevereiro” e “Na Pancada do Ganzá”.
Nóbrega é detentor de diversas premiações em reconhecimento por seu trabalho de valorização da cultura brasileira, como o TIM de Música, o Shell de Teatro, o Mambembe, o APCA e o Conrado Wessel, além ter sido condecorado por duas vezes com a Comenda do Mérito Cultural.
Maria Eugenia Tita é dançarina e coreógrafa. Sob um olhar contemporâneo, desenvolve sua pesquisa unindo danças tradicionais brasileiras à diferentes tecnicas de dança e teatro físico. Atuando nos palcos desde os nove anos nos espetáculos de Antônio Nóbrega e com a Cia Soma, criada em 2009 ao lado de Marina Abib, compartilha de premiações dentre elas, Prêmio APCA, Melhor espetáculo de Dança do Ano eleito pela Folha de São Paulo.
Formada em história, é criadora do projeto Nos Passos da Nossa História, compõe a equipe pedagógica do Instituto Brincante, ministrou cursos na pós graduação do Instituo Singularidades (SP) e do Paço do Frevo (PE) e lecionou o curso de História da Música Popular Brasileira do programa de Formação Tecnica da Funarte.
Rosane Almeida é natural de Curitiba, de onde saiu aos 16 anos e foi para o Recife. Lá conheceu Antonio Nóbrega, com quem se casou e começou a trabalhar.
Estudou arte circense entre os anos de 1983 e 1993, na Escola de Circo Picadeiro, em São Paulo, na Escola Superior das Artes do Circo, em Chalons-sur-Mane (França) e na Suola di Teatro Dimitri, em Versio (Suiça).
À sua formação circense, somou estudos e atuações em dança, teatro e música, numa constante investigação das manifestações populares brasileiras.
Participou da concepção e como atriz-dançarina dos espetáculos ” Brincante”, “Segundas histórias”, “Na Pancada do Ganzá”, “Madeira que Cupim Não Rói” e “O Marco do Meio-Dia”, de Antonio Nóbrega.
Juntos, Rosane Almeida e Antonio Nóbrega, fundaram em 1993 o Teatro Escola Brincante, um centro de estudos, prática e difusão da cultura brasileira, que funciona na cidade de São Paulo.






