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	<title>Arquivos cultura popular | Instituto Brincante</title>
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		<title>O Natal Brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 14:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Árvores natalinas que remetem às florestas das regiões frias da Europa e América do Norte, neve sintética, renas, meias de lã, lareiras e Papai Noel. Esses são alguns dos símbolos que invadem a imagética de muitos brasileiros em dezembro, aqui, &#8230; </p>
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									<p>Árvores natalinas que remetem às florestas das regiões frias da Europa e América do Norte, neve sintética, renas, meias de lã, lareiras e Papai Noel. Esses são alguns dos símbolos que invadem a imagética de muitos brasileiros em dezembro, aqui, debaixo da linha do Equador.</p>
<p>A mais popular festividade da tradição cristã bebe de uma série de fontes de referências que, a depender da localidade, irá aglutinar diferentes presenças culturais. Principalmente nos centros urbanos, vemos uma versão pasteurizada e conduzida por valores norte-americanizados e estranhos ao cenário brasileiro, dialogando com os aspectos das comensalidades e práticas de compra e venda. Estamos falando, sim, do Natal que decora lojas de Shopping Centers e estimula o consumo.</p><p>Contudo, não é apenas desta forma que as diferentes comunidades brasileiras vivem e interpretam o ciclo natalino, período que vai de 23 de dezembro a 6 de janeiro. Há um conjunto de eventos, ações e festividades que mostram diferentes lados da memória da população relacionada à cristandade.</p>
<p>As festividades que pertencem ao calendário oficial são espaços permanentes de embate entre identidades e modos de viver, o que as torna eventos para compreender e dramatizar a experiência humana. Neste sentido, teremos apropriações e reinterpretações do Natal pela ótica negra, indígena, operária, pobre e latina, o que resultará em uma miscelânea imprevisível de expressões orais, escritas, visuais ou dançantes.</p>
<p>Indígenas das etnias Guarani de Imaruí e Kaingang de Chapecó celebram a data cristã com música e danças típicas. Para eles, Papai Noel está associado ao ancião da comunidade, fazendo uma releitura decolonial de um dos personagens mais tradicionais do natal contemporâneo.</p>
<p>&#8220;<i>Essa valorização da pessoa mais velha, e o Papai Noel é essa figura da expectativa, da espera da criança que vai trazer algo. Na comunidade a pessoa mais velha traz sabedoria, conhecimento que é acumulado historicamente pelo povo. E fazemos essa associação, entre o Papai Noel e o ancião da comunidade&#8221;</i>, afirmou o indígena Kaingang João Batista Antunes.</p>
<p>Não são raras as celebrações tradicionais que mobilizam matrizes religiosas distintas. Um exemplo é a Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim, ou apenas Lavagem do Bonfim, que integra o calendário litúrgico e ciclo de festas do Largo de Salvador. Durante o mês de janeiro, a celebração reúne ritos e representações religiosas afrodescendentes e europeias. A festa se inicia um dia após o Dia dos Santos Reis, que conclui o ciclo natalino.</p>
<p>Por isso, vale sempre dizer que não existe um Natal, mas Natais brasileiros. Precisamos pesquisar e compreender qual deles faz mais sentido para nós, nossa comunidade e nossos afetos.</p>
<p><i>Fonte: Iphan, G1. </i></p>								</div>
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		<title>Afinal, o que há de errado com o &#8220;folclore&#8221;?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 11:09:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
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									<p>Quando falamos em folclore, de maneira quase intuitiva, na mente de todos nós surgem imagens, sons, odores, lembranças que possuem um contorno pouco nídido, mas que de alguma forma cabem parecem estar interconectadas. As lendas da infância, danças que aprendemos na escola, festas que aconteciam nas ruas. O que, afinal, é folclore?</p><p>De acordo com o doutor em Comunicação pela UFRGS, Andriolli Costa, a palavra é um neologismo que opera como macro-conceito relativo à cultura popular. A palavra origina do inglês &#8220;folk&#8221; e &#8220;lore&#8221;, e em tradução livre, seria algo como a “cultura ou saber do povo&#8221;. Foi uma nomenclatura criada por William John Thoms e opera pretensiosamente em grande amplitude, abarcando em seu bojo medicina, contos populares, danças, cantigas, lendas e mais. Com uma quilometragem tão grande, não específica, aparentemente qualquer coisa que façamos pode ser folclore, não?</p><p>Sabemos que as características do que pode ser definido ou não como &#8220;folclore&#8221;, foram e ainda o são debatidas por intelectuais no Brasil e no mundo, e não se chegou em consenso pleno, mas algumas características debatidas em uma tentativa de agrupar tantas diferenças um único termo, são, por exemplo: origem anônima, o que é bastante controverso; transmissão oral; popularização coletiva e surgimento espontâneo, são algumas delas. Não é preciso ser um grande especialista para saber que esses são pilares frágeis.</p><p>Talvez o mal-estar resida justamente na categorização que cunha uma cisão imaginária entre &#8220;cultura&#8221; e &#8220;folclore&#8221;, há uma dicotomia subentendida entre duas coisas: os saberes institucionais, elevados, práticos e científicos, e o folclore, algo relegado ao povo, ao popular, ao menor, rústico e fantasioso. Em suma, existe uma hierarquia de conhecimentos produzida a partir de como as elites intelectuais enxergam e categorizam os diferentes saberes, comunidades e culturas, relegando a uma categoria apartada do conhecimento &#8220;universal&#8221; produzido por todos os seremos humanos.</p><p>Apesar de ter se tornado um termo muito comum que segue sendo ensinado em escolas e reproduzido diversas vezes em diferentes situações da nossa vida, é preciso refletir sobre os diferentes pesos que são dados para determinados saberes, e questionar a desigualdade das produções criativas ditas como populares. Afinal nunca se sabe mais, se sabe diferente.</p>								</div>
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		<title>Aulão: Danças Brasileiras para o Aprimoramento do Corpo Cênico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 18:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aulão Gratuito: Danças Brasileiras para o Aprimoramento do Corpo Cênico Parte 1 Parte 2 Matricule-se Matricule-se</p>
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		<title>Pessoas com Deficiência e Cultura Popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 10:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que a cultura popular é uma tecnologia do povo para criar e recriar a si, garantir a memória dos seus saberes e sua permanência nos espaços e claro, se divertir, todo mundo já sabe, né não? Bom, se não sabem &#8230; </p>
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									<p>Que a cultura popular é uma tecnologia do povo para criar e recriar a si, garantir a memória dos seus saberes e sua permanência nos espaços e claro, se divertir, todo mundo já sabe, né não? Bom, se não sabem já estão sabendo. Agora vem a pergunta: ela é para todo mundo? Quem cabe na totalitária e generalizada palavra &#8220;povo&#8221;?</p><p>Importante dizer que o povo, as pessoas, a comunidade, são feitas por uma multiplicidade imensa de indivíduos que possuem corporalidades diferentes. Como então a cultura popular dialoga com a realidade de Pessoas Com Deficiência, por exemplo, é um questionamento interessante e mostra a plasticidade das manifestações culturais e seu potencial para ajudar a sociedade a construir uma visão mais ampla e, portanto, inclusiva.</p><p>Existem muitas particularidades dentro do espectro das PCD, as deficiências motoras, intelectuais e múltiplas que irão propor novos paradigmas para as práticas culturais, sejam elas manifestas na dança, música, teatro ou artes visuais. E é exatamente essa quilometragem criativa que faz a arte tão interessante e ferramenta poderosa para manutenção da democracia. Todos podem mostrar seu ponto de vista a partir de uma mesma situação, de forma que o todo acesse esse prisma e escape da unidimensionalidade ao enxergar a vida.</p><p>Podemos citar alguns exemplos: a inserção de ferramentas de acessibilidade como cadeiras de rodas, muletas em danças tradicionais como o coco que propõe novas coreografias, incorporando prolongamentos do corpo. Ou ainda o festival “Os Craques de Libras”, realizado pela Associação de Surdos da Grande Florianópolis, mostrando que nas comunidades surdas, há pessoas com o dom de criar e apresentar narrativas, poemas e piadas utilizando Libras.</p><p>A criatividade linguística presente no corpo, a estética de como essa arte se manifesta é que imprime emoções e beleza às performances, que por sua vez não estão cerradas em uma única e universal corporalidade. Na troca de saberes e na criação de novas leituras do popular é que podemos estabelecer espaços culturais e políticos de maneira revolucionária e pra todo mundo. Todo mundo m-e-s-m-o.</p>								</div>
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		<title>Futebol e Cultura Popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 11:56:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
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									<p><span style="font-weight: 400;">Em novembro, iniciou-se mais um grande ritual da cultura humana: A Copa do Mundo. Desde essa data, algumas práticas tão rotineiras são alteradas naturalmente: a vestimenta, o tempo de trabalho, os tópicos de conversação, o tempo, a noção de grupo. Muitos dos brasileiros estão agora na categoria de &#8220;torcedores&#8221;, respondendo a um chamado quase irresistível a fazer parte de uma comunidade imaginada que chamamos de Brasil, composto por &#8220;brasileiros&#8221; e que respondem a uma unidade que está sendo traduzida e representada em campo, por 11 jogadores. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Antes da existência da Copa do Mundo, o futebol já era analisado como elemento integrante da cultura popular brasileira e ferramenta para definir um elemento da identidade nacional. Apesar de ser um esporte de origem inglesa e nos primeiros anos em território brasileiro era uma prática comum das elites brancas,  logo foi sendo apropriado e reinventado pelos moradores periféricos de áreas urbanas. </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Entre as classes populares mais baixas, o futebol era jogado de forma extremamente rústica, os &#8220;campos&#8221; eram pastagens dos equinos e muares e as bolas feitas com bexigas de boi e outros materiais disponíveis que fossem de baixo custo, exigindo dos jogadores uma boa dose de inventividade. A bola de futebol tradicional importada do Reino Unido era simplesmente inviável. O próprio termo &#8216;futebol de várzea&#8217;, usado para se referir a qualquer categoria de futebol amador,  remete aos operários da região da Várzea do Carmo, mostrando a profunda raiz popular do esporte, quando pensado em termos locais. </span></p>								</div>
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									<p><span style="font-weight: 400;">O futebol mobiliza um grande número de pessoas, contribuindo para afirmação das particularidades, exercitando as diferenças culturais e criando um terreno para a prática do lúdico. Hinos, comemorações, danças, estéticas, ferramentas, calendarização de rituais,  grupos de apoio e outras criações comunitárias partiram do universo do futebol, criando um vocabulário e organização de vida, mas que possuem significados que vão muito além da partida.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O futebol também entrou para o circuito das altas artes. Na abertura da Semana de 22, o escritor Menotti Del Pichia cita o jogador Friedenreich em seu discurso. Mário de Andrade dedicou um poema à primeira grande estrela do futebol brasileiro e, enquanto Oswald de Andrade escreveu alguns versos sobre futebol, a pintora Tarsila do Amaral registrou numa crônica sua experiência como torcedora em uma partida Brasil x Argentina no Parque Antártica.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é importante lembrar que antes das polêmicas camisas da CBF, escândalos que envolvem a FIFA, de este ou aquele jogador, daquele patrocínio milionário, houve a criação de comunidades e práticas coletivas permeadas pelo esporte, com contribuições negras, indígenas e periféricas.  É isso que faz o Brasil ser o país do futebol. </span></p>								</div>
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