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	<title>| Instituto Brincante</title>
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		<title>Programa de Bolsas de Estudos &#124; 2º Semestre 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 18:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade ao programa de bolsas no Instituto Brincante, reafirmamos nosso compromisso em fortalecer as bases da cultura popular: a inclusão. Além de atender a comunidade como um todo, oferecendo cursos que investigam e semeiam a criatividade, também buscamos diminuir &#8230; </p>
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									<p>Dando continuidade ao programa de bolsas no Instituto Brincante, reafirmamos nosso compromisso em fortalecer as bases da cultura popular: a inclusão. Além de atender a comunidade como um todo, oferecendo cursos que investigam e semeiam a criatividade, também buscamos <b>diminuir as desigualdades e promover o acesso democrático aos saberes</b>.</p>
<p>O programa de bolsas tem foco em <b>pessoas pretas, quilombolas, indígenas, trans e pessoas que possuem baixa renda</b>, inviabilizando sua presença e execução do curso.&nbsp;</p>
<p>As bolsas serão ofertadas para todas as modalidades. <b>Basta se inscrever no formulário, clicando no botão abaixo até segunda, dia 02 de junho de 2025</b>. Será realizada uma avaliação interna, cujo objetivo será <b>contemplar as identidades mais urgentes</b>.&nbsp;</p>
<p>A<span style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );">&nbsp;previsão para a divulgação do&nbsp;resultado deste processo seletivo será até o dia</span><b style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;">&nbsp;</b><span style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;">27</span><span style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );">&nbsp;de junho de 2025</span><b style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;">. </b><span style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );">O contato será feito&nbsp;através do e-mail cadastrado neste formulário e via WhatsApp.</span></p>								</div>
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									<span class="elementor-button-text">SE INSCREVA NO PROGRAMA DE BOLSAS</span>
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									<p>Boa sorte!!!</p>								</div>
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		<title>Novembro com sua Majestade: Jackson do Pandeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 22:20:46 +0000</pubDate>
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									<p><span style="font-weight: 400;">140 discos, um número de espantar até o mais ferrenho compositor. Os hits então? Vários, para citar dois &#8220;Sebastiana&#8221; e &#8220;Forró do Limoeiro&#8221;. Os gêneros, ixe maria, foi forró, samba, baião, marcha, jazz e às vezes uma pitadinha de tudo isso junto. As origens não podiam ser mais desafiadoras: uma casa de taipa próxima a um engenho paraibano. Preto e pobre, nunca frequentou a escola tradicional e se fez majestade em seus próprios termos, desafiando uma sociedade brasileira embranquecida e conservadora.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Jackson do Pandeiro, como o nome já denuncia, é todo ritmo, mas muito além de um único instrumento. Criado nas rodas de coco e com ouvido aguçando desde cedo, se tornou um monumento da cultura popular brasileira, estrelando como referência musical inegável e atemporal, ao lado de ninguém mais ninguém menos que Luiz Gonzaga. Sentiu? O lance é forte, e ser considerado como &#8220;Rei do Ritmo&#8221; em um país em que ritmo não falta, não é proeza pequena.</span></p><p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>								</div>
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									<p><br></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Esse artista tinha uma característica de divisão métrica dentro da música que é inato. Nem ele conseguia explicar. Pegava uma frase melódica, com tempo e marcação definidos e saia quebrando isso o tempo todo. Às vezes adiantando, às vezes atrasando, mas sempre ao final coincidindo com os acordes da música.&#8221; Afirma o jornalista Antônio Vicente, biógrafo do músico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nem ele conseguia explicar como fazia tudo isso, quem somos nós, né?&nbsp; Mas o que podemos fazer, especialmente no mês de novembro, em que celebramos o Dia da Consciência Negra, é nos debruçar sobre a história e obra de José Gomes Filho com os ouvidos também aguçados para conhecer e celebrar as potencialidades que existem nos corpos e identidades marginalizadas.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, neste mês, o Instituto Brincante realiza o minicurso &#8220;Curso: Jackson do Pandeiro e a Música Popular Brasileira&#8221; com o pesquisador e professor Cláudio Campo. Será um mergulho nos momentos representativos da vida e da carreira de Jackson, sempre de forma dialógica e lúdica por meio de “vivências”, em que cantaremos, tocaremos e dançaremos canções significativas na constituição de sua identidade artística e cultural.&nbsp; Serão três encontros no total, mas você pode fazer as aulas de maneira avulsa, se for o caso, mas difícil mesmo vai ser escolher esses avulsos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saiba mais em:&nbsp;</span><a style="font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: #ffffff;" href="https://institutobrincante.org.br/cursos/jackson-do-pandeiro-e-a-musica-popular-brasileira/"><span style="font-size: 11pt; color: #1155cc; background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; text-decoration-line: underline; text-decoration-skip-ink: none; vertical-align: baseline; white-space-collapse: preserve;">https://institutobrincante.org.br/cursos/jackson-do-pandeiro-e-a-musica-popular-brasileira/</span></a></p>								</div>
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		<title>Brincar é Coisa Séria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2023 21:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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									<p>A história do brincar é tão antiga quanto a própria história do ser humano. Encontramos bolas feitas de lama que datam do período neolítico, bonecos de pedra de 4.000 anos, marionetes do império romano e por aí vai. Quando se pensa nas grandes civilizações, logo voltamos nossos olhares para as arquiteturas suntuosas, as proporções magnânimas deste ou daquele império e as guerras épicas. Nos esquecemos das criações do brincar, os artefatos, dinâmicas e cantos que serviram de base para as atividades lúdicas que existem hoje.</p><p>O brincar não é uma &#8220;flor sem talo&#8221;, as brincadeiras surgem a partir de práticas da vida cultural de uma comunidade: rituais religiosos, astrológicos, representações sobre a natureza, a vida e a morte. O brincar é uma versão/interpretação da realidade pela ótica do lúdico.</p><p>Brincar é importante pelo simples ato em si, sem a carga e a obrigação da produtividade, ele traz para o indivíduo a presença e faz parte do que nos constitui seres humanos. O brincar nos muni de visões humanizadoras sobre a existência, o espaço e as interações sociais, além de evocar sentimentos de liberdade e espontaneidade de ação. Por isso, é tão crucial na fase inicial de nossas vidas.</p><p>Quando falamos de desenvolvimento integral da criança, cada vez mais os especialistas da educação infantil atentam para o fato que através do brincar as crianças constroem sua afetividade e fazem suas investigações e descobertas da sua própria maneira de ser. Estamos falando na construção de subjetividade, um processo que nunca tem fim, mas certamente tem um começo.</p><p>A cultura popular brasileira bebe largamente do universo lúdico para se manifestar em seus diferentes formatos, música, danças, dinâmicas e objetos. O Instituto Brincante há mais de 30 anos investiga as tecnologias populares a fim de trazer para todo mundo suas benesses no processo de construção de identidades. Quando a criança está aprendendo sobre as formas de se relacionar e de se reconhecer, a brincadeira é a forma mais adequada e divertida desse processo. </p>								</div>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Conheça os cursos voltados para os pequenos, para que no futuro se tornem grandes brincantes</h4>				</div>
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(BRENNAND, 2009)</h6>				</div>
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		<title>Programa de Bolsas de Estudos 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 19:22:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ano de 2022 está quase no fim, mas o Instituto Brincante já está se preparando para suas atividades em 2023, e convidamos você para estar com a gente mais esse ano. Para que possamos encontrar novas vivências, discursos e &#8230; </p>
<p>O post <a href="https://institutobrincante.org.br/bolsas-de-estudos-2023/">Programa de Bolsas de Estudos 2023</a> apareceu primeiro em <a href="https://institutobrincante.org.br">Instituto Brincante</a>.</p>
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									<p>O ano de 2022 está quase no fim, mas o Instituto Brincante já está se preparando para suas atividades em 2023, e convidamos você para estar com a gente mais esse ano.</p>
<p>Para que possamos encontrar novas vivências, discursos e aprendizados, e tecer um mundo mais equânime, vamos precisar de todo mundo.&nbsp; O Brincante co-produz com a comunidade um espaço de reflexão e troca cultural, e isso só pode acontecer de maneira potente por meio da diversidade. Por isso damos continuidade ao programa de bolsas de estudos integrais para 2023.</p>
<p>Teremos cursos gratuitos para pessoas pretas, quilombolas, indígenas, trans e para outras identidades interessadas que possuem baixa renda, inviabilizando sua presença e execução do curso.</p>
<p>Caso você se reconheça em alguma dessas identidades, se inscreva no programa de 19/12 à 30/12.</p>								</div>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Os cursos oferecidos são:</h4>				</div>
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									<p>&#8211; Capoeira Contemporânea (presencial) com Alisson Lima // quintas &#8211; feiras // das 19:00 às 20:30</p><p>&#8211; Coral Sincopado com Danilo Moraes // quartas &#8211; feiras // das 19:00 às 20:50</p><p>&#8211; Danças dos Orixás e Afro Brasileira com Leticia Doretto // segundas &#8211; feiras // das 19:00 às 20:30</p><p>&#8211; Danças Brasileiras (presencial) com Rosane Almeida // terças &#8211; feiras // das 19:00 às 20:30</p><p>&#8211; Danças Populares Brasileiras (presencial) com Antônio Meira // quintas &#8211; feiras // das 19:00 às 20:30</p><p>&#8211; Danças e Percussão (presencial) com Antônio Meira e Matheus Prado // quartas &#8211; feiras // das 19:00 às 21:00</p><p>&#8211; Frevo, Muganga e Improviso com Alisson Lima // segundas &#8211; feiras // das 20:40 às 22:00</p><p>&#8211; Na Rima &#8211; poesia popular brasileira com Antonio Nóbrega // segundas &#8211; feiras // das 19:30 às 21:30</p><p>&#8211; Pandeiro Iniciante com Matheus Prado // segundas &#8211; feiras // das 19:00 às 20:00</p><p>&#8211; Pandeiro Intermediário com Matheus Prado // quintas &#8211; feiras // das 21:00 às 22:00</p><p>&#8211; Ritmos do Brasil &#8211; Percussão com Matheus Prado // segundas &#8211; feiras // das 20:40 às 22:00</p>								</div>
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		<title>Congadas e Jongos do Amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Aug 2022 19:09:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas são as formas que as comunidades encontram para organizar a vida, torná-la agregadora, com sentido, criativa e passível de ser narrada ao longo da história através da ancestralidade. Todos os agrupamentos humanos criam epistemologias e usam de recursos mais &#8230; </p>
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									<p><span style="font-weight: 400;">Muitas são as formas que as comunidades encontram para organizar a vida, torná-la agregadora, com sentido, criativa e passível de ser narrada ao longo da história através da ancestralidade. Todos os agrupamentos humanos criam epistemologias e usam de recursos mais variados para traduzi-las e mantê-las.</span><span style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;"> </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Estamos falando de danças, cantos, ritos, textos, feitiços, receitas secretas. A luta contra a ação do tempo é, por si só, bastante desafiadora, e se torna hercúlea, quando uma cultura e seus agentes são sistematicamente perseguidos.</span><span style="font-weight: 400;"><br /></span> <span style="font-weight: 400;">É essa a potência da cultura de matriz africana, que venceu não só o tempo, mas vence diariamente o colonialismo branco, para se fazer presente e viva até os dias atuais, utilizando-se das mais engenhosas façanhas para ser um dos pilares do que é ser brasileiro.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Começaremos pelas congadas, uma forma de celebração e devoção a Nossa Senhora do Rosário e outros santos católicos. Não raro no Brasil, a religiosidade africana se fixa às experiências cristãs, o que muitas vezes permitiu sua prática e existência no mundo colonial.</span></p>								</div>
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									<p><span style="color: var( --e-global-color-secondary ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;">Apesar dos fortes componentes típicos da religiosidade europeia, a principal referência histórica das congadas é a coroação dos antigos reis africanos do Congo. A expressão &#8220;congada&#8221;origina do vem do termo &#8220;congo&#8221; e &#8220;congar&#8221;, ou seja, dançar. Durante a performance existem muitos ritmos de danças e cantos, acompanhadas de uma  orquestra que também traduz essa simbiose cultural na forma dos instrumentos: são atabaques, sanfonas, reco-recos e violões. Quase sempre a congada termina na frente de uma igreja católica, mas sua história se iniciou na África.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Passemos para o Jongo, que assim como a Congada,  também pode ser definido como a manutenção da epistemologia africana, manutenção de identidades e homenagem à ancestralidade. O Jongo se consolidou no Brasil por meio de escravos que trabalhavam em lavouras de café e cana-de-açúcar, especialmente na região do Vale do Paraíba. A poesia metafórica das danças do jongo criavam uma linguagem cifrada, secreta, incapaz de ser compreendida pelos senhores de engenho, criando uma dimensão protegida que marcava seu aspecto de e marginalidade na sociedade colonial.  </span></p><p><span style="font-weight: 400;">Hoje em dia o Jongo acontece nos quintais das periferias urbanas e de algumas comunidades rurais no Sudeste, especialmente nas datas de santos católicos e divindades afro-brasileiras. Há muitos ritmos, magias e instrumentos que espalham uma mensagem de resistência.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">E ainda na atualidade, é absolutamente necessário que conheçamos mais a fundo as tecnologias de permanência, aprendamos novas cosmovisões e questionemos quais serão as congadas e jongos do amanhã. </span></p>								</div>
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		<title>Caboclinhos de Pernambuco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 01:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Popular]]></category>
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		<category><![CDATA[Danças Populares Brasileiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas das manifestações populares que compõem e enriquecem o repertório da cena cultural brasileira são fruto de uma intrincada relação entre povos europeus, ameríndios e africanos, como é o caso do Caboclinho. Estamos falando de grupos populares de representação da &#8230; </p>
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									<p><span style="font-weight: 400;">Muitas das manifestações populares que compõem e enriquecem o repertório da cena cultural brasileira são fruto de uma intrincada relação entre povos europeus, ameríndios e africanos, como é o caso do Caboclinho. Estamos falando de grupos populares de representação da cultura indígena, que se apresentam principalmente nos períodos carnavalescos, em diversos territórios de Minas Gerais, Alagoas e Pernambuco.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Como a história das expressões culturais nunca é estática,  o Caboclinho absorveu e ainda absorve diversas informações e referências ao longo de sua existência. Sendo uma dança que evoca as práticas originalmente realizadas em comunidades indígenas, com suas vestimentas características, música e danças, a interferência jesuíta trouxe novos elementos como a inserção da teatralidade, com dramatizações de cenas que perpassam o universo colonial.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">O componente espiritual é forte da narrativa do Caboclinho, que está relacionado ao Culto da Jurema, um complexo religioso reelaborado e ressignificado a partir da coprodução afro-ameríndia.  Os mestres que conduzem a brincadeira mantém práticas devocionais que engajam todos os que participam, sobretudo no período pré-carnavalesco.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Os grupos de Caboclinho passam grande parte do ano em processo de preparação para as apresentações do Carnaval, realizando a organização logística, preparação da indumentária e tudo o que envolve a produção artística. Sendo assim, é  durante a festividade que podemos acessar diferentes concepções estéticas, expressões de criatividade e persistência das linguagens indígenas, que apesar da brutalidade colonial, estão ainda ativas e propõe para nós hoje, uma outra relação com a realidade.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">A imagem que ilustra este artigo, retrata o Caboclinho 7 Flechas de Recife, fundado pelo mestre Zé Alfaiate, que ensaia no bairro periférico de Água Fria. Sabemos a dificuldade e vulnerabilidade das comunidades para continuarem produzindo as apresentações, e no caso deste grupo, devido às fortes chuvas que ocorreram na região de Recife, </span><b>todos os materiais necessários para a saída do Caboclinho 7 Flechas foram destruídos,</b><span style="font-weight: 400;"> dentre roupas e instrumentos.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Neste mês de agosto terá início, no Instituto Brincante, o curso Danças Brasileiras ministrado por Rosane Almeida, voltado especificamente para o estudo dos ritmos e vocabulário corporal do Caboclinho de Pernambuco,  como perré, guerra, baião e macumba. 50% do que for arrecadado neste curso, será enviado ao grupo 7 Flechas para sua recomposição.</span></p><p><span style="font-weight: 400;">Cabe também a nós, fazer a manutenção da cultura dos povos originários, honrar as experiências afro centradas e proteger os focos de resistência cultural em todo o território nacional, portanto, esse é um convite ao aprendizado, à mudança e à coletividade</span></p>								</div>
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									<span class="elementor-button-text">SE INSCREVA NO CURSO: DANÇAS BRASILEIRAS, COM ROSANE ALMEIDA</span>
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		<title>Na Rima &#8211; Poesia Popular Brasileira, por Antonio Nóbrega</title>
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		<dc:creator><![CDATA[marianafilosof]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 00:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que me perguntam porque resolvi criar um curso de poesia rimada, respondo que é principalmente para fortalecer e mesmo enriquecer os nossos armazéns neuronais. Sou um empirista em matéria de neurociência mas, pelo que leio vez por outra, a &#8230; </p>
<p>O post <a href="https://institutobrincante.org.br/na-rima-por-antonio-nobrega/">Na Rima &#8211; Poesia Popular Brasileira, por Antonio Nóbrega</a> apareceu primeiro em <a href="https://institutobrincante.org.br">Instituto Brincante</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="14118" class="elementor elementor-14118" data-elementor-post-type="post">
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									<p>Sempre que me perguntam porque resolvi criar um curso de poesia rimada, respondo que é principalmente para fortalecer e mesmo enriquecer os nossos armazéns neuronais.</p>
<p>Sou um empirista em matéria de neurociência mas, pelo que leio vez por outra, a atividade lúdica de inventar versos amplia o nosso território neuronal. Como também inventar brincadeiras coreográficas com passos e movimentos corporais que dominamos amplia.</p>
<p>A poesia popular brasileira é de uma intensa riqueza lúdica. Não sei de algum lugar no planeta que tenha na atualidade um plantel tão exuberante de gêneros e modalidades poéticas quanto o Brasil (espero que essa declaração de mérito para o país supere a de demérito por termos à frente da nação talvez o pior presidente do planeta dos tempos atuais&#8230;).</p>
<p>São modalidades ou formas poéticas que têm na rima e na métrica elementos balizadores. Por exemplo, uma sextilha é uma modalidade cuja métrica do verso é a de sete sílabas – a tal da redondilha maior – e a rima ocorre entre os versos pares. Lá vai um exemplo dessa estrofe do poeta Manoel Pernambuco que vive no meio rural pernambucano:</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tem um galo-de-campina</span></i><br>
<i><span style="font-weight: 400;">ali cantando de estalo.</span></i><br>
<i><span style="font-weight: 400;">Quando eu canto ele me escuta,</span></i><br>
<i><span style="font-weight: 400;">quando ele canta eu me calo.</span></i><br>
<i><span style="font-weight: 400;">Nem eu sei o que ele diz</span></i><br>
<i><span style="font-weight: 400;">nem ele sabe o que eu falo.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beleza de tirocínio, não é?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas além da sextilha há uma infinidade de outros tipos de estrofes: quadra, quadrão, embolada, Martelo agalopado, Galope beira-mar, samba de dez&#8230;é um nunca acabar! Essa frase aí, não é retórica não. A poesia popular brasileira, através de sua vertente nordestina, é tão versátil que oferece até a possibilidade de você criar a sua estrofe, ou seja personalizar a sua fala poética. Portanto, ela não se acaba nas formas já consagradas pela tradição. Mas para você criar ou inventar a sua estrofe você tem&nbsp; primeiramente, é claro, de interiorizar, dominar, internalizar os padrões e estruturas básicas dessa forma de fazer versos.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de atravessar esse estágio, aí sim, você pode, pra usar uma palavra da moda, customizar a sua dicção poética. Os grandes poetas da língua portuguesa – Cecília Meireles, Chico Buarque de Holanda, Noel Rosa, João Cabral de Melo Neto – fizeram isso magistralmente.</span></p>
<p>Nem todo mundo, evidentemente, vai chegar a se emparelhar a esse pessoal, mas todo mundo, à medida que pratique, vai ter um cérebro, uma consciência mais apta e amplificada para enfrentar os desmantelos desse mundo cada vez mais sem poesia. Essa é a minha aposta com meu curso.</p>								</div>
				</div>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-small"><a href="https://www.instagram.com/brincantenobrega" target="_blank">Texto:  Antonio Nóbrega</a></h4>				</div>
				</div>
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					<a class="elementor-button elementor-button-link elementor-size-sm" href="https://institutobrincante.org.br/cursos/curso-online-na-rima-poesia-popular-brasileira/">
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									<span class="elementor-button-text">INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O CURSO NA RIMA, MINISTRADO POR ANTONIO NÓBREGA</span>
					</span>
					</a>
				</div>
								</div>
				</div>
					</div>
		</div>
					</div>
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		<title>Diversidade e Inclusão no Instituto Brincante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Instituto Brincante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 May 2022 16:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inscrições encerradas! Em breve abriremos mais vagas! Há 30 anos o Instituto Brincante faz investigações no universo riquíssimo da cultura popular brasileira. A grande variedade de brincadeiras, danças, músicas, cantos e histórias nasce, justamente, no caldeirão fervilhante da diversidade de &#8230; </p>
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					<h4 class="elementor-heading-title elementor-size-default">Inscrições encerradas!  Em breve abriremos mais vagas!</h4>				</div>
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									<p style="font-weight: 400;">Há 30 anos o Instituto Brincante faz investigações no universo riquíssimo da <strong>cultura popular brasileira</strong>. A grande variedade de brincadeiras, danças, músicas, cantos e histórias nasce, justamente, no caldeirão fervilhante da diversidade de fazeres, costumes e corpos que habitam o território nacional.</p>

<p style="font-weight: 400;">Entendemos que a <strong>diversidade</strong> é a base da cultura popular, pois o popular longe de ser um agrupamento amorfo,  é o conjunto de individualidades potentes e criativas, coproduzindo saberes a todo instante.  Dito isso, não faria nenhum sentido o Instituto não se comprometer com medidas de inclusão e suas tecnologias, pois além de precisar da diversidade para sua existência plena,  trata-se da ética reparativa que marca a experiência traumática de algumas subjetividades brasileiras.</p>

<p style="font-weight: 400;">O Instituto Brincante está implementando o <strong>programa de bolsas</strong>, de modo a oferecer cursos gratuitos para pessoas pretas, quilombolas, indígenas, trans e para outros interessados que possuem baixa renda, inviabilizando sua presença e execução do curso. </p>

<p style="font-weight: 400;">As bolsas serão ofertadas para todas as modalidades, em diferentes porcentagens. Teremos, então, cursos gratuitos de dança, canto, música e outros.</p>

<p style="font-weight: 400;">Buscamos com essa medida, amplificar o poder que a variedade de olhares possui para o universo artístico, reduzir a desigualdade, capilarizar saberes e contribuir para o bem viver de todas as coletividades. </p>

<p style="font-weight: 400;">Novos corpos e novas necessidades estão sendo enxergadas a cada dia, e nós estaremos atentos para as mudanças e adaptações  que esse olhar expandido traz para as instituições. Vamos produzir juntes uma pedagogia da diversidade. </p>								</div>
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